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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Função e caracterização tecidual miocárdica em pacientes com miopericardite idiopática aguda por ressonância magnética cardíaca: análise evolutiva

Alexandre de Matos Soeiro, Bossa AS, Cesar MC, Garcia G, Fonseca RA, Nakamura D, Soares PR, Nomura CH, Rochitte CE, Oliveira Jr MT
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: A identificação de marcadores prognósticos relacionados à ocorrência de eventos e recuperação da função ventricular pode ser importante em pacientes com miopericardite (MPA) aguda. Ainda carecem dados relacionados à caracterização tecidual pela ressonância magnética cardíaca (RMC) da MPA, evolução e definição de possíveis marcadores prognósticos em longo prazo. Objetivos: Avaliar a caracterização miocárdica tecidual da RMC relacionada à ocorrência de eventos combinados e ao incremento da fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE) em pacientes com MPA. Métodos: Os critérios de inclusão foram dor torácica e/ou alterações eletrocardiográficas associadas à elevação de troponina (acima do percentil 99%) na ausência de estenose coronária (lesões < 50% no cateterismo, angiotomografia coronária ou ambos) e diagnóstico de MPA pela RMC cardíaca em < 48 horas da admissão confirmado pelos critérios de Lake Louise. Foram incluídos 102 pacientes com perda de seguimento de 2 casos. Na avaliação final de ocorrência de eventos combinados (morte por todas as causas, insuficiência cardíaca e recorrência da MPA) após seguimento de até 24 meses, permaneceram 100 pacientes e na avaliação do incremento de FEVE (aumento > 5%) permaneceram 36 casos que foram reconvocados para realização de nova RMC entre 6 e 18 meses do evento inicial. Resultados: O seguimento médio dos pacientes foi de 18,7 meses. Foram encontradas diferenças significativas na RMC entre pacientes que tiveram eventos combinados (n=26) versus sem eventos combinados (n=74) nas seguintes características avaliadas, destacando-se: FEVE inicial (OR=0,938; CI: 0,895–0,984, p=0,008), índice de volume sistólico do ventrículo esquerdo (VE) (OR=1,034; CI: 1,005–1,062, p=0,019), índice de volume diastólico do VE (OR=1,029; CI: 1,002–1,056, p=0,038), presença de realce tardio anterosseptal médio (OR=0,160; CI: 0,037–0,685, p=0,014) e anterosseptal basal (OR=0,255; CI: 0,071–0,914, p=0,036). Em relação ao incremento de FEVE, foram encontradas diferenças significativas na RMC nas seguintes características avaliadas, destacand-se: FEVE (OR=0,870; CI: 0,758–0,988, p=0,047), volume sistólico final do ventrículo direito, diâmetro sistólico do VE, diâmetro diastólico do VE, índice de volume sistólico de VE, índice de volume diastólico de VE e índice de volume sistólico de ventrículo direito.Conclusão:Observamos associação significativa entre eventos combinados e incremento de FEVE no seguimento em longo prazo com diversos marcadores pela RMC, mostrando ser um importante método de avaliação prognóstica em MPA.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021