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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

O impacto da dieta DASH na obtenção de metas de pressão arterial mais rígidas no paciente com hipertensão e diabetes: estudo piloto

Pâmela Galesso Lanza, Ana Luíse Duenhas Berger, Bruna dos Santos Cardoso, Nayara Carolina Fabra, Stephanie Henriques Moraschi, Évelin de Carvalho dos Santos, Isabella Pereira Costa, Luiz Aparecido Bortolotto
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O controle da pressão arterial em pacientes com diabetes reduz o risco de complicações cardiovasculares e óbito. A adesão à Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) contribui para redução da pressão arterial, bem como parece trazer benefícios aos portadores de diabetes tipo 2. Desta forma, o objetivo do trabalho foi de avaliar o impacto de curto prazo da adesão à dieta DASH com controle de sódio, associado ao tratamento farmacológico, no controle rígido de pressão arterial (pressão arterial sistólica <120mmHg) em indivíduos com diabetes mellitus e hipertensão arterial. Métodos: Foram selecionados indivíduos com idade ≥50 anos com diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial e alto risco cardiovascular, com indicação de meta mais rígida de pressão arterial sistólica (120mmHg). Após a seleção, os pacientes foram randomizados para o grupo controle ou para o grupo DASH, no qual receberam orientações nutricionais mensais ao longo de 12 semanas. Foram coletados dados antropométricos (peso, altura e circunferência da cintura), sociodemográficos, exames bioquímicos, pressão arterial de consultório, medicamentos prescritos e consumo alimentar utilizando recordatórios de 24 horas. Resultados: Foram incluídos 8 participantes, com predomínio do sexo feminino (75,0%) e com média de idade de 67±10,2 anos, sendo 4 alocados para o grupo controle e 4 para o grupo DASH. Todos os pacientes foram classificados com sobrepeso ou obesidade segundo IMC e circunferência da cintura. Cerca de 80% da população fazia uso de estatinas e, apesar disso, a média de colesterol total, LDL, e HDL colesterol e triglicérides não estavam dentro dos valores de referência. Semelhantemente, mais de 80% dos participantes faziam uso de metformina ao passo que a média de glicemia em jejum e hemoglobina glicada também estavam fora dos níveis de normalidade. Cerca de 50% de ambos os grupos atingiram a meta de pressão arterial após um mês do início do estudo. Entretanto, no final das 12 semanas, a meta não se manteve e não foram encontradas diferenças no consumo alimentar entre os grupos. Porém, no grupo DASH, observou-se redução, sem diferença estatística, no consumo de gordura total e saturada bem como aumento do consumo de laticínios. Conclusões: A intervenção nutricional de curto prazo não foi capaz de influenciar a obtenção de meta de pressão arterial sistólica mais rígida embora o comportamento da pressão arterial neste grupo tenha parecido mais favorável. Sobretudo, promoveram alterações não significativas no padrão de consumo alimentar dos participantes.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021