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10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

CONCOMITÂNCIA DE ALTERAÇÕES DO PERFIL LIPÍDICO E DA HEMOGLOBINA GLICADA

Bernardo Montesanti Machado de Almeida, Carolina Queiroz Cardoso, Anita L R Saldanha, Marileia Scartezini, Caio Corsi Klosovski, Ana Paula Margeotto, Andre L Gasparoto, Abel Pereira, Tereza Bellincanta, Tania L R Martinez
HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

Introdução: Há uma concomitância bastante frequente de alterações de glicemia e de triglicérides, no entanto o mesmo não ocorre para Hemoglobina Glicada (HbA1C). As normas de prevenção de doença aterosclerótica apontam para a pesquisa de associações multifatoriais. Objetivo: Avaliar a comparação de dados de HbA1C com os de colesterol total (CT), triglicérides e HDL colesterol (HDL-c) colhidos simultaneamente numa coorte suficientemente grande para apontar existência ou não de significâncias. Método: A um banco de dados de 548 indivíduos com resultados concomitantes de HbA1C, triglicérides, CT e HDL-c foram aplicados testes estatísticos de ANOVA e Tukey. Métodos: HbA1C: O método de dosagem de HbA1C em sangue total, no teste laboratorial remoto (TLR) Hilab, é um imunoensaio quantitativo baseado no princípio de ligação sanduiche com dois anticorpos. O intervalo de dosagem será na faixa entre 2% até 18%. Colesterol: método enzimático colorimétrico (TLR). HDL-c: por precipitação. Triglicerídeos: Os triglicerídeos são avaliados em tira reativa pela reação enzimática colorimétrica. O TLR Hilab usa a fotometria de refletância e os resultados podem ser avaliados entre 120 e 400 mg/dL. Resultados: A maioria dos 546 indivíduos testados para HbA1C e perfil lipídico, apresentaram níveis de HbA1C dentro da normalidade (49,8%), 15,4% foram classificados como pré-diabéticos, e 34,8% apresentaram níveis de HbA1C acima de 6,4% (diabéticos). A média geral de HbA1C observada foi 6,3%, e a de triglicérides foi de 236,8 mg/dL. Encontramos uma diferença significativa da média de triglicérides entre aqueles com níveis abaixo de 5,7% e as outras duas categorias (F2=17,04, p<0,0001; Tukey’s post-hoc: <5,7% vs 5,7-6,4% p=<0.0222;<5,7% vs >6,4% p<0,0001). A média de CT também variou significativamente entre as faixas clínicas de HbA1C (F2=7,04, p=0,0010). Discussão: Os dados das comparações da HbA1C com os do perfil lipídico não são superponíveis, como era de se esperar, aos das comparações de glicemias de jejum e triglicerídeos. Em não se acompanhando os lipídeos concomitantemente à HbA1C pode se omitir a correta avaliação do cálculo do risco global para aterosclerose. Conclusão: Sempre que possível, à dosagem da HbA1C deve ser acrescentada a do perfil lipídico para uma avaliação de maior acurácia do risco global do paciente para aterosclerose.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021