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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Impacto da Apneia Obstrutiva do Sono Sintomática na Prevalência, Incidência e Progressão do Escore de Cálcio Coronariano: Coorte ELSA-Brasil.

Érique José Farias Peixoto de Miranda, Ronaldo Batista Santos, Silvana P. Souza, Barbara K. Parise, Soraya Giatti, Aline N. Aielo, Isabela M. Bensenor, Paulo A. Lotufo, Márcio S. Bittencourt, Luciano F. Drager
HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - USP - SP - SÃO PAULO - SP - BRASIL, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Evidências recentes sugerem que determinados fenótipos da apneia obstrutiva do sono (AOS) podem estar associados com maior risco de eventos cardiovasculares. No entanto, os mecanismos são desconhecidos e isto pode estar associado com maior progressão da aterosclerose subclínica.
Métodos: Avaliamos consecutivamente participantes do ELSA-Brasil, site São Paulo, que realizaram a avaliação do sono com questionários (incluindo a escala de Sonolência de Epworth para determinar a sonolência excessiva diurna, SED), actigrafia de pulso de 7 dias para medir a duração do sono e a poligrafia noturna para determinar a presença da AOS (definida por um índice ≥15 eventos/h). Para a avaliação da aterosclerose subclínica com o escore de cálcio coronariano (CAC), os participantes foram submetidos a uma tomografia computadorizada de 64 detectores. A prevalência da aterosclerose subclínica foi definida como uma pontuação do CAC>0. A incidência e a progressão do CAC foram definidas, respectivamente, como um CAC=0 no primeiro estudo seguido por CAC>0 no segundo estudo e por um CAC>0 no início do estudo que apresentou um aumento numérico no segundo. Para o cálculo da progressão realizamos o método da raiz quadrada. Uma regressão logística para identificar se a AOS e/ou algumas estratificações baseadas no sexo, na duração do sono e na sintomatologia (SED), foram associados com a prevalência, a incidência e a progressão do CAC. 
Resultados: Foram estudados 1.956 participantes para a análise de prevalência do CAC>0 (idade: 49±8 anos; 57,9% mulheres; 28,2% com AOS). Participantes com AOS apresentaram maior prevalência de CAC>0 do que os participantes sem AOS (31,3 vs. 19%; p<0,001). No entanto, a análise de regressão logística ajustando para múltiplos fatores mostrou que nem a AOS, nem a estratificação da AOS pelo sexo, duração do sono ou SED foi independente associada com a prevalência do CAC>0. No entanto, a análise de incidência com dados de 1.247 participantes (tempo entre as avaliações do CAC: 5,1±0,9 anos) mostrou que a incidência de CAC>0 foi maior nos pacientes com AOS particularmente naqueles com SED (OR: 1,94; IC 95% 1,09–3,46; p=0,024). Dados da progressão do CAC (n=319) pelo método da raiz quadrada mostraram dados consistentes sugerindo o papel da AOS sintomática (b=1,671, IC95% 0,286–3,056, p (interação)=0,018.
Conclusão: A AOS sintomática é um fator independente para maior incidência e progressão do CAC.

 

 

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