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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Variáveis eletrocardiográficas preditivas de hipertrofia ventricular esquerda ao ecocardiograma em diálise peritoneal

Fabrício Moreira Reis, Nayrana Soares do Carmo Reis, Eduarda Baccarin Ferrari, Paula Naomi Morimoto, Fabiana Lourenço Costa, Rogério Carvalho de Oliveira, Rodrigo Bazan, Pasqual Barretti, Luis Cuadrado Martin, Silméia Garcia Zanati Bazan
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL

Introdução: A doença cardiovascular é a principal causa de óbito nos pacientes portadores de doença renal crônica submetidos a diálise peritoneal. A hipertrofia ventricular esquerda (HVE) é um dos indicadores mais poderosos de mortalidade e complicações cardiovasculares nesses pacientes. O eletrocardiograma (ECG) que é um exame de custo baixo e disponível poderia prever a HVE nessa população. Objetivo: Avaliar quais das variáveis eletrocardiográficas são preditoras de HVE nos pacientes em diálise peritoneal.Metodologia: Trata-se de estudo transversal, composto por pacientes adultos e prevalentes em diálise peritoneal. Os ECG foram analisados por um único especialista na área.  Os exames de Doppler-ecocardiograma foram realizados por um único examinador especialista na área, “cego” para as informações clínicas e eletrocardiográficas do paciente. A HVE foi definida quando a massa ventricular esquerda indexada para superfície corpórea era maior que 95g/m2 nas mulheres e 105g/m2 nos homens. A análise estatística foi realizada pelo programa SPSS versão 23.0 (SPSS Inc., Chicago, IL, USA).O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: Foram avaliados 44 indivíduos em diálise peritoneal, com idade média de 56 anos, quase todos hipertensos e dislipidêmicos. A principal causa de doença renal crônica foi a hipertensão arterial sistêmica. A mediana do tempo em terapia dialítica foi de 11,7 meses. A sobrecarga atrial esquerda apresentou 91% de especificidade, enquanto sobrecarga ventricular esquerda, bloqueio de ramo esquerdo, bloqueio de ramo direito, bloqueio divisional anterossuperior esquerdo e alterações inespecíficas da repolarização ventricular apresentaram 100% de especificidade. Quando avaliada a sensibilidade, das variáveis acima, as alterações inespecíficas da repolarização ventricular, tiveram o maior valor, 36%. Entretanto, quando se avaliou todas as variáveis em paralelo, a sensibilidade subiu para 58%. De acordo com o IMC, o sobrepeso associou-se a pior e a eutrofia a melhor performance do ECG. Conclusão: Nesse estudo, observou-se que nos pacientes em diálise peritoneal diversas variáveis eletrocardiográficas apresentaram excelente especificidade para predizer HVE. Quando se avaliou a sensibilidade, os valores foram baixos. Mas, ao associar as variáveis em paralelo a sensibilidade elevou-se significativamente. Esses dados evidenciam a utilidade do ECG na seleção de pacientes para realização de ecocardiograma na diálise peritoneal.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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