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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Diagnóstico etiológico de pacientes com valvopatias submetidos a cirurgia: Análise contemporânea em centro de referência nacional

Mariana Silveira de Alcantara Chaud, Camila Anacleto Agostinho, Jose Carlos Teixeira Garcia, Valter Furlan, Rafael Brufatto Tognoli, Vitor Emer Egypto Rosa, Tarso Accorsi, Pedro Gabriel M. de Barros e Silva
Hospital Samaritano Paulista - São Paulo - SP - Brasil

Introdução:As valvopatias são responsáveis por 10 a 20% das cirurgias cardíacas nos Estado Unidos, sendo o acometimento aórtico e mitral os mais frequentemente observados na população adulta. Historicamente a doença reumática apresentava papel preponderante no Brasil, entretanto, dados contemporâneos sobre a etiologia das doenças valvares ainda são escassos em nosso país. 

Objetivo:Demonstrar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes submetidos à intervenção valvar em um centro de referência nacional. 

Métodos:Estudo retrospectivo observacional unicêntrico, que avaliou, previamente ao tratamento cirúrgico ou transcateter, dados clínicos e ecocardiográficos de 185 pacientes que realizaram cirurgia valvar entre os anos de 2019 e 2020. 

Resultados:A mediana de idade foi de 58±15anos e 47,6% eram mulheres. Encontramos alta prevalência de comorbidades, como hipertensão em 55,7% e diabetes em 23,8%. O sintoma mais prevalente foi dispneia, presente em 74,5% dos casos. Disfunção ventricular foi observada em 7%. Das doenças valvares encontradas, a mais prevalente foi a valvopatia aórtica (47,6%), destes, 52,2% com dupla disfunção valvar. A principal etiologia das doenças valvares aórticas foi a fibrocalcificação (56,8%), seguida de valva aórtica bicúspide (21,6%). Já nas valvopatias mitrais (42,7%), a mais comum foi insuficiência mitral (53,1%).  A principal etiologia da valvopatia mitral foi reumática (35,4%), seguida de prolapso (24%). Em relação às doenças mitro-aórticas (9,7%), a principal etiologia foi reumática (61,1%), seguida de endocardite de prótese (16,6%). De todas as valvopatias, a etiologia mais prevalente foi a fibrocalcificação (30,8%), seguida da valvopatia reumática (23,8%) e valvopatia bicúspide e prolapso mitral, com 10,3% cada. Os dados estão computados na tabela em anexo (Tabela).

Conclusão:Assim como nos países desenvolvidos, é possível notar maior prevalência da doença valvar degenerativa em uma população contemporânea brasileira submetida a cirurgia valvar. Por outro lado, diferentemente do que ocorre nesses países, a valvopatia reumática ainda encontra-se presente em percentual relevante. A categorização das valvopatias em grupos mais homogêneos é importante para otimizar seu manejo e, eventualmente, prevenir complicações.

 

Tabela. Diferencial etiológico nas valvopatias mitrais e aórticas

* Disfunção de prótese inclui: trombose, leak perivalvar e rotura de folheto

LES= lupus eritematoso sistêmico 

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