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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Prevalência de síndrome metabólica em pacientes com hipertensão arterial sistêmica atendidos em um ambulatório de hipertensão

Ana Luíse Duenhas-Berger, Nathalia Ferreira de Oliveira Faria, Luiz Aparecido Bortolotto
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES - Mogi das Cruzes - São Paulo - Brasil

Introdução: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um dos fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A HAS está frequentemente associada a distúrbios metabólicos e pode ser agravada pela presença de outros fatores de risco, como dislipidemia, obesidade abdominal, disglicemia ou diabetes mellitus, contribuindo para o desenvolvimento de síndrome metabólica (SM). A SM é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular, destacando a importância do controle dos fatores de risco pelo tratamento farmacológico e não farmacológico, incluindo a adoção de hábitos alimentares saudáveis. Desse modo, foi definido o objetivo de descrever a prevalência de SM em pacientes com diagnóstico de HAS, atendidos em um ambulatório de hipertensão de um hospital especializado em cardiopneumologia.

Métodos: O presente estudo apresenta desenho transversal incluindo indivíduos com idade maior que 18 anos e com diagnóstico de HAS, os quais foram atendidos entre setembro de 2017 a janeiro de 2021. Para o diagnóstico de SM, além do diagnóstico já conhecido de HAS, foram avaliados os resultados séricos de glicemia de jejum, HDL-colesterol (HDL-c) e triglicerídeos, a circunferência abdominal (CA), além dos diagnósticos e medicamentos prescritos. Ademais, também foram avaliadas as seguintes variáveis de interesse: sexo, idade e índice de massa corporal (IMC).

Resultados: Com amostra composta por 66 pacientes, encontrou-se idade média de 54 ± 13 anos e predomínio do sexo feminino (68,2%; n=45) e de adultos (63,6%; n=42). O IMC médio foi de 31,9 ± 6,1 kg/m2, com mais diagnósticos de estado nutricional de obesidade (65,2%; n=43) e sobrepeso (22,7%; n=15). Observou-se alta prevalência de SM (78,8%; n=52), sendo que dentre os seus fatores para o diagnóstico de SM além da HAS, a CA aumentada foi a mais prevalente (84,8%; n=56), seguida por disglicemia/diabetes mellitus (68,2%; n=45), hipertrigliceridemia (39,34%; n=26) e HDL-c baixo (36,4%; n=24). Chama-se a atenção para o fato de que 36,4% (n=24) e 9,1% (n=6) da amostra apresentavam, respectivamente, 4 e 5 fatores diagnósticos para SM.

Conclusões: A SM apresenta-se com grande prevalência na população avaliada, demonstrando que há um aglomerado fatores de risco cardiometabólicos em pacientes com HAS, destacando o grande número de indivíduos com obesidade visceral. Portanto, ações no âmbito nutricional são de suma importância para controle cardiometabólico e da HAS na amostra e, assim, visando diminuição de casos de mortalidade precoce.

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