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10 a 12 de junho de 2021

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Desfechos materno-fetais em gestantes cardiopatas infectadas pelo Coronavírus. Série de casos do Instituto do Coração (InCor - FMUSP)

Jéssica Sol Santos, Daniel Vinicius Rodrigues Pinto, Walkiria Samuel Ávila, Flávio Tarasoutchi, Marcelo Kirschbaum , Marcela Santana Devido, Lea Maria Macruz Ferreira Demarchi
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Título: Desfechos materno-fetais em gestantes cardiopatas infectadas pelo Coronavirus. Série de casos do Instituto do Coração (InCor - FMUSP).

Introdução: A doença cardíaca é a principal causa não obstétrica de morte materna durante a gravidez. Gestantes são mais suscetíveis a infecções virais e a doença cardíaca preexistente é a comorbidade mais prevalente entre as mortes por Covid-19.

Métodos: Durante o ano de 2020, 82 gestantes cardiopatas foram acompanhadas consecutivamente no Instituto do Coração - InCor. Oito pacientes (idade média de 33,1 anos) contraíram Covid-19 durante a gestação. As cardiopatias básicas foram valvopatia reumática (6), cardiopatia congênita (1) e um caso que evoluiu com miocardite aguda, sem cardiopatia preexistente. A prescrição (antibióticos, inotrópicos, corticosteroides e outros) foi utilizada de acordo com as condições clínicas de cada paciente, porém heparina foi utilizada em todas elas (subcutânea ou intravenosa).

Resultados: Apenas um caso evoluiu sem intercorrências materno-fetais, as demais sete mulheres necessitaram de internação (média de 25,3 dias de internação), com necessidade de ventilação mecânica em duas. Complicações graves foram relacionadas a insuficiência respiratória, flutter atrial recorrente com instabilidade hemodinâmica, edema agudo de pulmão e choque cardiogênico associado à sepse causando duas mortes maternas. Houve duas intervenções valvares mitrais de emergência (valvoplastia percutânea por balão e troca de prótese valvar por calcificação). Ocorreram seis partos prematuros com idade gestacional média de 34,2 semanas de gestação, o que resultou em um natimorto. Não houve confirmação de transmissão vertical de COVID-19 após acompanhamento dos bebês por seis meses e análise patológica de três placentas.

Conclusão: Gestantes cardiopatas constituem um grupo de alto risco para complicações relacionadas a infecção por COVID-19. A evolução incerta dada às complicações sobrepostas implica um risco aumentado para mulheres cardiopatas em idade fértil, para as quais a gravidez deve ser desencorajada e planejada após a vacinação.

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