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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

EFEITOS DA ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL NA PERFORMANCE E NO CONTROLE GLICÊMICO DE MARATONISTA COM DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM INSULINOTERAPIA - RELATO DE CASO

RAFAELA AUTA SILVESTRE, PRISCILA MOREIRA, LENITA GONÇALVES DE BORBA, CATHARINA CALLIL JOÃO PAIVA
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução: A atividade física regular pode promover mudanças fisiológicas benéficas ao indivíduo com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), isso por que, imediatamente após o exercício, há maior transporte de glicose no músculo esquelético por translocação do GLUT4 para a superfície da célula por mecanismos independentes de insulina. Assim, faz-se necessário, um controle eficiente da oferta de carboidratos, condizente ao nível de treinamento, principalmente entre esportistas com DM2 em insulinoterapia. Objetivo: avaliar os efeitos da orientação nutricional, oferecendo suporte calórico e proteico,adequado à prática de exercício físico intenso, depaciente com DM2 em insulinoterapia. Metodologia: Paciente do sexo masculino, 51 anos, com DM2 há 23 anos, praticante de corrida, deficiente visual devido descolamento da retina, eutrófico segundo o índice de massa corporal (IMC), sem risco de doenças cardiovasculares de acordo com circunferência abdominal e com bom condicionamento físico segundo o percentual de gordura corporal (17,76% de gordura corporal). Realizou quatro consultas, em perído preparatório para maratona, com prescrição dietética de 3000 kcal/dia com suplementação de módulo de carboidrato, e 2100 kcal/dia para dias de descanso. Em todos os retornos foi solicitado o preenchimento do controle glicêmico (glicemia capilar pré e pós prandial de café da manhã, almoço e jantar, e antes, durante e após o treino). Resultados: Na primeira consulta, foi observado que o paciente apresentava quadros de hiperglicemia ao acordar (176 mg/dl) e hipoglicemia após o exercício (32 mg/dl), além do consumo excessivo de doces, carnes salgadas e gordurosas. Após orientação nutricional, observou-se melhora do controle glicêmico, do padrão alimentar e relato de melhora do rendimento nos treinos. Na data da prova de 21km, apresentou controles glicêmicos melhores, ao acordar (144 mg/dl), antes de iniciar a prova (192 mg/dl), com 60 minutos de prova (140 mg/dl) e ao término do exercício (103 mg/dl). Conclusão: Durante as consultas realizadas o paciente, apresentou adesão as orientações nutricionais, que, aliados ao monitoramento glicêmico adequado, proporcionou resultados satisfatórios, colaborando com a performance e contribuindo com a saúde do paciente.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021