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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Importância das práticas alimentares, do cronotipo e da renda na qualidade de sono durante o confinamento social da COVID-19

Ana Carolina Oumatu Magalhães, Camila Guazzelli Marques, Glaice Aparecida Lucin Moura, Marcus VL dos Santos Quaresma, Sérgio Tufik, Ronaldo Vagner Thomatieli dos Santos
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, Centro Universitário São Camilo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O cenário pandêmico e isolamento social decorrente da COVID-19 são situações estressoras que podem favorecer alterações nos padrões de sono e na ingestão adequada de alimentos saudáveis. O estresse é um gatilho para o aumento da ingestão de alimentos e pode promover alterações nos padrões de sono, ativando mecanismos de recompensa que aumentam as chances de comer descontroladamente. Dentre as alterações nos padrões do sono decorrente do isolamento social, cabe destacar o aumento da latência do sono possivelmente correlacionada ao aumento dos níveis ansiedade e medo, alterações nos horários de dormir e acordar devido a restrições sociais e as várias modificações dos ritmos sociais, como trabalho e programação de atividades diárias, e principalmente alterações na qualidade do sono. Objetivo: Verificar a associação entre a adesão às práticas alimentares recomendadas pelo Guia Alimentar para População Brasileira (GAPB), comportamento alimentar, cronotipo e qualidade do sono durante o isolamento social decorrente da COVID-19 no Estado de São Paulo. Métodos: Este estudo foi conduzido entre os dias 27/04 e 25/05 de 2020 período de isolamento mais severo no estado e a coleta de dados ocorreu por meio de uma plataforma online (Microsoft Forms®) de forma inteiramente voluntária e anônima. Foram avaliados 724 voluntários, sendo 585 mulheres e 139 homens e foi realizada uma regressão linear com distribuição Gamma (R2 = 0,125; AIC: 3538) para checar o efeito das variáveis preditoras (descontrole alimentar, restrição cognitiva, alimentação emocional, práticas alimentares e cronotipo), controladas por sexo, idade, nível socioeconômico e renda sobre a pontuação obtida pelo Questionário de Qualidade do Sono de Pittsburg (PSQI). Resultados: As variáveis alimentação emocional (0,014; p = 0,03) e restrição cognitiva (0,027; p < 0,001) associaram positivamente à pontuação do PSQI. Por outro lado, maior pontuação do questionário de práticas alimentares (- 0,051; p < 0,001), cronotipo (- 0,037; p = 0,001) e melhor nível socioeconômico (- 1,32, p = 0,034) associaram negativamente com a pontuação do PSQI. Conclusão: Durante o confinamento devido à pandemia de COVID-19 no estado de São Paulo, Brasil, as práticas alimentares recomendadas pelo GAPB, cronotipo matutino e renda mais altos foram preditores positivos para uma melhor qualidade do sono, em contrapartida, o comer emocional e a restrição alimentar advinda da restrição cognitiva foram preditores negativos para a qualidade do sono.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021