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10 a 12 de junho de 2021

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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Variabilidade da Frequência Cardíaca para Predição da Classe de Risco pelo Escore de Rassi em Pacientes com Cardiomiopatia Crônica da Doença de Chagas, com e sem Doença Digestiva Associada

Silva LEV, Moreira HT, Oliveira MM, Cintra LSS, Schmidt A, Salgado HC, Fazan Jr R, Tinós R, Rassi Jr A, Marin-Neto JA
FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO - Ribeirão Preto - SP - Brasil, FFCLRP - Ribeirão Preto - SP - Brasil, HOSPITAL DO CORAÇÃO ANIS RASSI - Goiânia - GO - Brasil

Introdução: Apesar de a patogênese da cardiopatia crônica da doença de Chagas (CCC) não ser plenamente elucidada, a disautonomia é fator envolvido, além de ser mecanismo essencial da forma digestiva (FDC) dessa etiologia. Seu valor prognóstico é especulativo, e não há estudos correlativos de disautonomia na CCC e na FDC. 

Objetivos: a) investigar em pacientes com CCC a relação entre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e a estratificação prognóstica pelo escore de Rassi; b) comparar a VFC em grupos com a CCC isolada e com a CCC associada à FDC; c) avaliar a combinação dos índices de VFC para prever a classe de risco individual, usando aprendizado de máquina.

Métodos: 31 pacientes com CCC foram classificados pelo escore de Rassi e tiveram  um eletrocardiograma (ECG) de derivação única registrado por 10-20min; deste ECG foram geradas duas séries RR, a partir das duas metades do registro, resultando em 31 índices de VFC para cada. As diferenças de VFC foram comparadas entre os três grupos de risco e quanto à presença de doença digestiva concomitante. Quatro modelos de aprendizado de máquina foram comparados em sua capacidade de predizer a classe de risco de cada paciente. Etapa prévia de seleção de atributos foi aplicada para identificar os índices de VFC mais relevantes.

Resultados: Comparando a VFC nos 3 grupos de risco, a entropia de fase está diminuída [0.91 (0.90, 0.91) vs 0.87 (0.86, 0.89); p= 0,039] e a porcentagem de pontos de inflexão está aumentada [66.4 (63.5, 71.2) vs 58.2 (53.4, 63.3); p=0,032] em pacientes do grupo de alto risco, comparativamente ao grupo de baixo risco. 14 (45%) dos pacientes apresentavam a forma mista da doença. Nesses últimos a interpolação triangular do histograma do intervalo RR diminuiu significativamente [78.1 (62.5, 101.6) vs 121.1 (80.1, 146.5), p=0,046], enquanto a potência absoluta na banda de baixa-frequência apresentou diminuição com tendência a significância estatística [28.5 (17.1, 97.5) vs 86.9 (44.1, 171.7), p=0,06]. O melhor modelo preditivo foi obtido com o Support Vector Machine, atingindo F1-score geral de 0.61.

Conclusões: O pior prognóstico pelo escore de Rassi associou-se a maior fragmentação da FC. A combinação de índices de VFC melhorou a acurácia da estratificação do risco. Comparativamente à CCC, a concomitância de FDC associou-se a redução nos componentes de oscilação lenta da FC sugerindo grau mais intenso de desnervação autonômica simpática associada à disautonomia parassimpática.

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

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