SOCESP
10 a 12 de junho de 2021

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

COVID-19 Associada à Evolução com Tromboembolismo Pulmonar e Miocardite

SILVINEI ANTONIO DE LIMA, Andreia Albuquerque Clarindo Oliveira,, Anna Luíza de Albuquerque Gullo, Ewerton Carvalho de Sousa, Sandra da Cruz da Silva Rodrigues Fortes, Silvinei Antônio de Lima, Vitor Coutinho Andrade
Santa Casa de Misericordia - São Sebastião do Paraíso - Minas Gerais - Brasil

 Vivemos uma pandemia decorrente do novo coronavírus (SARS-CoV-2) cujos primeiros casos surgiram no final de 2019 na China. Segundo a World Health Organization, em 06/04/2021 havia 131.309.792 pessoas infectadas pelo vírus no mundo, 2.854.276 mortes registradas pela doença e apenas 13 Países sem casos reportados da infecção. A clínica variável tem fatores em comum: reações inflamatórias que causam dano microvascular, ativação anômala do sistema de coagulação ocasionando vasculite de pequenos vasos e microtrombose. A coagulopatia da Covid-19 se caracteriza por aumento na dosagem de D-dímero e produtos de degradação de fibrinogênio e fibrina associado a doença endotelial que resulta em microangiopatia trombótica e comprometimento na microcirculação. Esse estado pró-trombótico da doença pode levar a complicações pulmonares e cardíacas. Relatamos o caso de paciente portadora de insuficiência venosa crônica e obesidade grau II em uso crônico de contraceptivo oral que contraiu de forma comunitária o novo coronavírus evoluindo com Tromboembolismo pulmonar e miocardite. Paciente do sexo feminino 44 anos apresentou início de sintomas de Covid sendo internada por hipoxemia em 28/12/20. Teve alta porém retornou ao Hospital apresentando dispnéia aos mínimos esforços e relato de dispnéia paroxística noturna. Atendida e liberada para casa retorna ao serviço apresentando sinais de instabilidade hemodinâmica. Realizada trombólise sob hipótese de TEP instável. A angiotomografia do tórax realizada em 20/01/21 confirmou a hipótese de Tromboembolismo pulmonar. Em 22/01/21 apresentou precordialgia e o eletrocardiograma demonstrou inversão da onda T de V1 a V4, D3 e AVF. Submetida a cateterismo cardíaco não foram evidenciadas lesões coronarianas. Ecocardiograma evidenciou hipocinesia das paredes anterior e septal e FEVE de 48%, diâmetro do VD de 32 mm, volume sistólico final de 70ml, PSAP de 56 mmHg. Iniciada terapia para Insuficiência Cardíaca. Recebeu alta em 22/02/21. CONCLUSÃO A infecção pela COVID-19 se apresenta com espectro clínico amplo e variável gerando um estado de hipercoagulabilidade e de inflamação sistêmica. Por conseguinte, é observada a presença de um estado pró-trombótico além de complicações cardiovasculares e pulmonares, dentre as quais, o tromboembolismo pulmonar e a miocardite aguda. A abordagem e tratamento não diferem do clássico manejo conhecido, porém é importante o adequado reconhecimento e oportuna intervenção terapêutica, visto que tais complicações podem agravar o desfecho clínico e aumentar a morbimortalidade

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41º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

10 à 12 de junho de 2021